quinta-feira, 25 de setembro de 2014

O CONTRARIO DO AMOR


O CONTRARIO DO AMOR

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.
O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.
Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto

domingo, 7 de setembro de 2014

Posso Ter Defeitos

Posso Ter Defeitos



Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.


Fernando Pessoa

PRECE DO PERDÃO

PRECE DO PERDÃO

Senhor DEUS pai de infinita bondade te peço neste momento que eu seja perdoado pelo mal que fiz a quem quer quê seja por pensamentos, palavras e ações mesmo que impensadas ou mesmo pensadas. Ajuda-me a ser verdadeiro em meus sentimentos, pois te peço que aquele que fiz algum mal seja nesta vida ou em outras, que sintam o quanto sou sincero em meu espirito.

Senhor quero neste instante também pedir-te com todas as forças do Amor que tens para com todos nós, que todas as pessoas que fizeram-me qualquer mal que saibam ou que não saibam possam receber nesta hora o meu perdão do fundo do meu espirito de forma verdadeira e sincera, eu neste momento perdôo a todos aqueles que de alguma forma feriu-me em pensamentos, palavras e ações.

Que o vosso Amor no invada, nos fazendo ver que com a verdade no perdão aprendendo á Amar é que seremos melhores.

Ajuda-me Pai, assim seja.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Com Jesus

Com Jesus


A renúncia será um privilégio para você. 

O sofrimento glorificará sua vida. 

A prova dilatará seus poderes. 

O trabalho constituirá título de confiança em seu caminho. 

O sacrifício sublimará seus impulsos. 

A enfermidade do corpo será remédio salutar para a sua alma. 

A calúnia lhe honrará a tarefa. 

A perseguição será motivo para que você abençoe a muitos. 

A angústia purificará suas esperanças. 

O mal convocará seu espírito à prática do bem. 

O ódio desafiar-lhe-á o coração aos testemunhos de amor. 

A Terra, com os seus contrastes e renovações incessantes, representará bendita escola de aprimoramento individual, em cujas lições purificadoras deixará você o egoísmo para sempre esmagado. 


Autor: André Luiz
Psicografia de Chico Xavier

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O Perispírito ou Corpo Espiritual



O Perispírito ou Corpo Espiritual


Autor: Léon Denis. Livro: Depois da Morte



Os materialistas, em sua negação da existência 
da alma, muitas vezes têm
apelado para a dificuldade de conceberem um 
ser privado de forma. Os
próprios espiritualistas não sabem explicar como 
a alma imaterial,
imponderável, poderia presidir e unir-se 
estreitamente ao corpo material, de
natureza essencialmente diferente. Essas 
dificuldades encontram solução nas
experiências do Espiritismo.
Como precedentemente já o dissemos, a alma 
está, durante a vida
material, assim como depois da morte, revestida 
constantemente de um
envoltório fluidico, mais ou menos sutil e etéreo, 
que Allan Kardec denominou
perispírito ou corpo espiritual. Como participa 
simultaneamente da alma e do
corpo material, o perispírito serve de 
intermediário a ambos: transmite à alma
as impressões dos sentidos e comunica ao corpo 
as vontades do Espírito. No
momento da morte, destaca-se da matéria 
tangivel, abandona o corpo às
decomposições do túmulo; porém, inseparável 
da alma, conserva a forma
exterior da personalidade desta. O perispírito é, 
pois, um organismo fluídico; é
a forma preexistente e sobrevivente do ser 
humano, sobre a qual se modela o
envoltório carnal, como uma veste dupla e 
Invisível, constituída de matéria
quintessenciada, que atravessa todos os corpos 
por mais impenetráveis que
estes nos pareçam.
A matéria grosseira, incessantemente renovada 
pela circulação vital, não é
a parte estável e permanente do homem. É 
perispírito o que garante a
manutenção da estrutura humana e dos traços 
fisionômicos, e isto em todas as
épocas da vida, desde o nascimento até à morte. 
Exerce, assim, a ação de
uma forma, de um molde contrátil e expansível 
sobre o qual as moléculas vão
incorporar-se.
Esse corpo fluídico não é, entretanto, imutável; 
depura-se e enobrece-se
com a alma; segue-a através das suas 
inumeráveis encarnações; com ela sobe
os degraus da escada hierárquica, torna-se cada 
vez mais diáfano e brilhante
para, em algum dia, resplandecer com essa luz 
radiante de que falam as
Bíblias (antigas) e os testemunhos da História a 
respeito de certas aparições. É
no cérebro desse corpo espiritual que os 
conhecimentos se armazenam e se
imprimem em linhas fosforescentes, e é sobre 
essas linhas que, na
reencarnação, se modela e forma o cérebro da 
criança. Assim, o intelecto e o
moral do Espírito, longe de se perderem, 
capitalizam-se e se acrescem com as
existências deste. Daí as aptidões extraordinárias 
que trazem, ao nascer,
certos seres precoces, particularmente 
favorecidos.
A elevação dos sentimentos, a pureza da vida, os 
nobres impulsos para o
bem e para o Ideal, as provações e os 
sofrimentos pacientemente suportados,
depuram pouco a pouco as moléculas 
perispiríticas, desenvolvem e multiplicam
as suas vibrações. Como uma ação química, eles 
consomem as partículas
grosseiras e só deixam subsistir as mais sutis, as 
mais delicadas.
Por efeito inverso, os apetites materiais, as 
paixões baixas e vulgares
reagem sobre o perispírito e o tornam mais 
pesado, denso e escuro. A atração
dos globos Inferiores, como a Terra, exerce-se 
de modo irresistível sobre esses
organismos espirituais, que, em parte, 
conservam as necessidades do corpo e
não podem satisfazê-las. As encarnações dos 
Espíritos que sentem tais
necessidades sucedem-se rapidamente, até que 
o progresso pelo sofrimento104
venha atenuar suas paixões, subtrai-los às 
influências terrestres e abrir-lhes o
acesso de mundos melhores.
Estreita correlação liga os três elementos 
constitutivos do ser. Quanto mais
elevado é o Espírito, tanto mais sutil, leve e 
brilhante é o perispírito, tanto mais
isento de paixões e moderado em seus apetites 
ou desejos é O corpo. A
nobreza e a dignidade da alma refletem-se sobre 
o perispírito, tornando-o mais
harmonioso nas formas e mais etéreo; revelam-
se até sobre o próprio corpo: a
face então se ilumina com o reflexo de uma 
chama interior.
É pelas correntes magnéticas que o perispírito se 
comunica com a alma. É
pelos fluídos nervosos que ele está ligado ao 
corpo. Esses fluídos, posto que
invisíveis, são vínculos poderosos que o prendem 
à matéria, do nascimento à
morte, e mesmo, nos sensuais, assim o 
conservam, até à dissolução do
organismo. A agonia representa a soma de 
esforços realizados pelo perispírito
a fim de se desprender dos laços carnais.
O fluído nervoso ou vital, de que o perispírito é a 
origem, exerce um papel
considerável na economia orgânica. Sua 
existência e seu modo de ação
podem explicar bastantes problemas 
patológicos. Ao mesmo tempo agente de
transmissão das sensações externas e das 
impressões Íntimas, ele é
comparável ao fio telegráfico, transmissor do 
pensamento, e que é percorrido
por uma dupla corrente.
A existência do perispírito era conhecida dos 
antigos. Pelas palavras —
Och.ema e Férouer, os filósofos gregos e 
orientais designavam o invólucro da
alma “lúcido, etéreo, aromático”. Segundo os 
persas, assim que chega a hora
da reencarnação, o Férouer atrai e condensa em 
torno de si as moléculas
materiais que são necessárias à constituição do 
corpo, e, pela morte deste, as
restitui aos elementos que, em outros meios, 
devem formar novos Invólucros
carnais. O Cristianismo também conserva 
vestígios dessa crença. S. Paulo, em
sua primeira Epístola aos Coríntios, exprime-se 
nos seguintes termos:
“O homem está na Terra com um corpo animal e 
ressuscitará com um
corpo espiritual. Assim como tem um corpo 
animal, também possui um corpo
espiritual.”
Embora em diversas épocas tenha sido afirmada 
a existência do perispírito,
foi ao Espiritismo que coube determinar o seu 
papel exato e a sua natureza.
Graças às experiências de Crookes e de outros 
sábios ingleses, sabemos que
o perispírito é o instrumento com cujo auxílio se 
executam todos os fenômenos
do Magnetismo e do Espiritismo. Esse organismo 
espiritual, semelhante ao
corpo material, é um verdadeiro reservatório de 
fluídos, que a alma põe em
ação pela sua vontade. É ele que, no sono natural 
como no sono provocado, se
desprende da matéria, transporta-se a distâncias 
consideráveis e, na escuridão
da noite como na claridade do dia, vê, percebe e 
observa coisas que o corpo
não poderia conhecer por si.
O perispírito tem, portanto, sentidos análogos 
aos do corpo, porém muito
mais poderosos e elevados. Ele tudo vê pela luz 
espiritual, diferente da luz dos
astros, e que os sentidos materiais não podem 
perceber, embora esteja
espalhada em todo o Universo.
A permanência do corpo fluídico, antes como 
depois da morte, explica
também o fenômeno das aparições ou 
materializações de Espíritos. O
perispírito, na vida livre do espaço, possui 
virtualmente todas as forças que
constituem o organismo humano, mas nem 
sempre as põe em ação. Desde
que o Espírito se acha nas condições requeridas, 
isto é, desde que pode retirar105
do médium a matéria fluídica e a força vital 
necessárias, ele as assimila e reveste, pouco a 
pouco, as aparências do corpo terrestre. A 
corrente vital circula,
então, e, sob a ação do fluído que recebe, as 
moléculas físicas coordenam-se
segundo o plano do organismo, plano de que o 
perispírito reproduz os traços
principais. Logo que o corpo humano fica 
reconstituido, o seu organismo entra
em funções.
As fotografias e os moldes obtidos em parafina 
mostram-nos que esse novo
corpo é idêntico ao que o Espírito animava na 
Terra; mas essa vida só pode
ser temporária e passageira, porque é anormal, e 
os elementos que a produzem, após uma curta 
condensação, voltam às fontes donde foram
emanados.